Pular para o conteúdo principal

Postagens

Destaques

De pés descalços ao anoitecer

  tem mato que é feito espião de sereno de verde capaz de fechar a boca da noite na hora do dia que sorri mais festiva e sã quando a estrelinha apressada diz o ahã   é ali que a água se molha ao acarar o rio sem que desvende o seu úmido mistério se é por timidez ou por tamanho desejo e o vento finge que sabe de muito pouco que é pra não contar vantagens às folhas   há um desbarulho mastigando sementes como quem rumina pequenas promessas com o cuidado de não despertar as raízes e as veredas buscando em si alguma luz pra não inventarem caminhos de engano   o grilo afina as asas pra valsa de violino e as pererecas pedem mais uma rodada não é estranho esse todo feito do nada quando a cigarrinha pita seu cigarrinho não é só mais um inseto fazendo fumaça

Últimas postagens

Não há monstro que não caiba debaixo da cama

Pedra em estado de espanto

Anatomia de um encanto

Ou teria sido algum beija-flor?

Formas sem forma no avesso do paraíso

Prece pê perturbadora

Do avesso de sentir

Lembranças ao Zaimer

O voo lúcido da ternura

Entre revisões

A cortina dos dias

Sabiá mente, sabiamente

(casório celeste)

Quando um vento se deixa apanhar

Estopim de uma bomba de amor

Conjunções celestes

Canto da simplicidade perdida

Sob o efeito de crepúsculos coloridos

(asas de outono)

(a cor de uma dor)

(curvilíneos)

(renda de culpas)

(guardião sideral da alegria)

(beijos azuis)

(riso que dorme)

Entre o cio e a prece

Canção da noite infinda

Minúsculo rabisco azul-cetim

Lembranças dos amanhãs