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Verso, anverso e inverso do verso

  no anverso do poema havia uma ave pousada em meu nome   no verso, entre outros retratos falantes, um portão de ferro resmungando saudades uma criança lambuzada de pés de moleque um jovem maquinando seu tempo perdido alguém revirando conchas, incessantemente e uns espaços, que recitavam seus silêncios   mas no inverso daquele apanhado de versos havia um campo bisonho qualquer sem papel onde as palavras pastavam deitadas e mudas e toda a lógica batalhava até que se perdesse ressecando num sol que se punha – por dentro   e cada verso era uma febre menor do poema

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