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Segredos oxidados que não contam

  houve tempo em que portas confiavam e se abriam ao ouvir o nome de pessoas ou com o cheiro de pão que vinha da rua depois os medos aprenderam os metais e se puseram em abandono as taramelas   quando só se sabia a arte da carpintaria havia muito mais corações dependurados agora, distante de seus gélidos buracos penduram-se chaves, sujas de ferrugem guardando segredos que já nem contam   eu que sou mais acumulador do que santo carrego um molho desses despropósitos e quando muito tilintam no bolso da calça umas contra outras barulhos de saudade

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