Canto da simplicidade perdida
eu queria era um canto torto de corruíra
acompanhado de viola de bambu plantado
que recitasse raízes e cerne das
árvores
e entoasse das pedras seu mole coração
é que a gente necessita de um hino menor
que fale do orvalho e das poeiras de
chão
um louvor que retrate a saliva dos
capins
e a respiração molhada que há nas fontes
então voa, minha avezinha, voa
e pousa no estribilho este brilho teu
inato
pois as canções assim há muito se
calaram
e às vezes escuto só a sombra da palmeira
que desenhei sob um sol de canto de folha
com traços duros de rochas e passarinhos
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