Quando um vento se deixa apanhar
na suavidade de seu tenro peitinho
montou uma despretensiosa arapuca
de gravetos de ternura e inocente laço
à sombra dum broto das suas vontades
eu me deixei apanhar tal fosse o vento
que se enfia num saco de liberdades
eram fecundas as sentimentalidades
ali ensaiava meus beijos em todo canto
e beijava até as palmas de minhas mãos
e nada era engodo - havia somente luz
e um ritmo de olhos azuis se abrindo
a base de tempo das horas sem fim
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