Conjunções celestes
nu em
pelo e ciclicamente extasiado
estendido,
o horizonte espiava a Lua
deixando seu
legítimo quarto celestial
ora com
abdômen definido, “trincada”
ora
barrigudinha, pouco lhe importava
era lânguida,
de esférica sensualidade
e se
havia ali timidez, ela não lhe cabia
o que se via
eram umas crateras vazias
entranhas
em que o Sol não adentrava
em seu amor
platônico e desmesurável
contorcia-lhe
o desencontro tão eterno
e encolerizava-se
em raios descomunais
mas tamanho
era documento amarelado
de nada
lhe servia para tê-la, a energia
então acabava
indo ter com o horizonte
e no
ocaso lá se punha, absorto, sob ele
e ela passava
pensativa por toda a noite
refletindo,
refletindo... E ainda passa!
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