Entre revisões
cansado de olhar certo, coisas erradas
relaxei num olhar torto para as certas
ali, achei beleza em margem borrada
e respirei um frescor de infância livre
em palavras que não cabiam na linha
saltitando levadas por um catavento
ah, é que o erro é feito uma flor miúda
um despropósito que põe cor no mato
e a precisão é somente um jeito tímido
de o homem pedir desculpas ao vento
recolhi todo o tamanho do meu passo
deixei o ponto enamorar-se da vírgula
e dividi com eles o som dos parafusos
o doce cântico de versos de ferrugem
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ResponderExcluirEsse poema surgiu, de fato, entre os processos de revisão de dois artigos científicos. É um breve transitar entre o rigor da ciência e o voo da imaginação.
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