Ipê amarelo

 

as flores do alto

desacordadas no chão

tinha um olho no asfalto

e o seu cu, na mão

 

na cabeça de vento

os cabelos de algodão

no pé em ‘sofrimento’

uma meia estação

 

um corte no saco

e dois grãos de feijão

uma catinga de sovaco

e ares de enrolação

 

um susto de morte

e a placa de contramão

foi outra noite de sorte

ou a vida em recitação?

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